sábado, 30 de março de 2013

Não mesmo.

Eu sou mulher.


Eu sou solteira, jornalista, namoradeira, cara de pau, esquentada, inconstante.

Alguns de meus melhores amigos são gays.


São gays algumas das melhores pessoas que conheci na vida.
Mas nem todas. Conheço pessoas maravilhosas que são heterossexuais. Tenho amigos maravilhosos que não são gays. Tenho ainda amigos ótimos que eu não sei se são hetero ou gay. 
Tenho um namorado negro. Minha mãe tem origem alemã. Meu pai tem uma mistura de português, índio e eu sei lá mais o que. 



Eu sou brasileira. Eu sou cristã. Eu conheço muita gente que não é cristã, mas não deixa de ser gente, e gente boa. 
Eu sou espírita. Eu tenho amigos espíritas, católicos, evangélicos, judeus, ateus, exotéricos e agnósticos. 
Eu sou humana. E todos os "rótulos" ou características que eu citei acima não fazem com que ninguém deixe de ser humano. 


Eu sou mulher, brasileira, heterossexual, espírita, branca, colorada, mas eu poderia ser homem, gay, de qualquer país, de qualquer religião, negra e gremista. E tenho certeza de uma coisa:






sexta-feira, 29 de março de 2013

Esse eu não quero!!!


Se você é do tipo de pessoa que gosta de repetir aquela famosa frase: “eu não sei o que quero, mas sei bem o que não quero”, tenho hoje uma triste notícia pra você, minha amiga. Saber o que não quer não ajudará muito na sua vida, ou melhor, pode atrapalhar muito. Experiências científicas compravam isso.



Bom, na verdade eu não faço ideia se há alguma experiência científica sobre isso, mas para demonstrar que não estou falando sem ter refletido profundamente sobre o assunto, vamos a alguns exemplos práticos.

Imagine que você vai até uma loja. A vendedora sorridente se aproxima e pergunta:


- Posso te ajudar?



- É... talvez...



- O que você está procurando?

Essa pergunta desencadeia o problema. Porque você sabe o que não quer. Mas não sabe o que quer.

- Bom, eu sei que não quero uma blusa.

A vendedora já começa a te olhar estranho, mas ainda sorri.

- Então o que você está procurando? O que você quer?

Você, bem segura de si, afinal sabe tão bem o que não quer, responde:


- O que eu quero eu não sei, mas eu sei que não quero uma blusa, nem uma saia, nem um vestido.

A vendedora solta um leve suspiro de impaciência, começando a imaginar se você está debochando da cara dela.

- Quem sabe uma calça? – sugere ela.

- Humm, uma calça? Bom uma calça eu não sei se eu quero. Mas eu sei que não quero uma bermuda, então talvez eu queira uma calça...

- Certo. – define a pobre balconista. – Você quer uma calça jeans ou uma calça social?

- Ah, eu não quero nem jeans nem social.

A vendedora lança um olhar impaciente pra você antes de perguntar:

- Então que tipo de calça você quer?


Você, na maior naturalidade, responde:


- Ahh, isso eu não sei!

Entendeu o problema? Saber o que não quer, mas não saber o que quer, nesse nosso caso imaginário, pode representar vários riscos – você pode ficar 10 anos na loja antes de finalmente comprar alguma coisa e já ter perdido o evento no qual usaria a roupa quando sair com ela de lá, você pode ser assassinada por uma vendedora que perdeu o juízo, ou pode sair de mãos abanando, porque, afinal de contas, não sabe o que quer.

Este mesmo princípio vale para a escolha do seu príncipe. Aliás, se você não sabe nem mesmo o que é um “príncipe” pra você, como poderia achar um, ainda que o príncipe existisse?

Vamos exemplificar.

Você está numa balada. Linda, morena e feliz. De repente, aparece aquele gato. Até aí tudo bem. Afinal, você sabe que não quer um cara que não seja gato, ok?



Bom, tudo bem mais ou menos. Porque você não sabe o que quer. Então, você não sabe se quer um cara gato. Um cara gato pode ser um problema. Afinal, se é gato ele pode ser galinha. E você sabe que não quer um cara galinha. Mas não quer dizer que todo cara gato seja galinha, né?



Bom, enquanto você devaneia, o gato chega e vem puxar papo. Mas você ainda nem conseguiu decidir se quer conversar com ele ou não.

- Oi. – começa ele.

- Oi. – responde você receosa.

Ele sorri. Um sorriso bonito.


- Bom, eu vi você aqui... e te achei linda. Então vim saber se você aceitaria beber alguma coisa comigo.

Você constata que ele é um cara direto. Mas você não sabe se quer um cara direto.

- Então? – pergunta ele, alçando as sobrancelhas e fazendo cara fofa.

- Eu... Eu não sei.

- Não sabe se quer beber alguma coisa comigo?

- É, eu não sei.

Ele ri, achando você divertida, para sua sorte, sem perceber que você está falando sério.

- Bem, então vamos fazer o seguinte. Eu pego umas bebidas pra nós e, se quando a gente terminar de beber, você não quiser a minha companhia eu vou embora.

Essa realmente lhe parece uma ótima solução, pois parece ser uma boa saída pra você ver se ele tem coisas que você não quer: mau-hálito, arrogância, papo chato, intenções fúteis, etc, etc, etc.

- Ah tá bom.

- Ótimo! – exclama ele sorrindo de novo. Isso é bom porque certamente você não quer um cara que não sorri.

- O que você quer beber? – pergunta ele, complicando a situação.

- Bom, eu não quero cerveja.

Ele te olha com ar de interesse.

- Hum. Certo, sem cerveja. Mas o que você quer?

- Eu não quero uísque, nem rum, nem ice.

Ele começa a parecer um pouco sério.


- Será que você quer uma bebida sem álcool?



- Não, isso eu não quero.

Diz você, no auge do seu poder de decisão. Ele tem um certo tom exasperado quanto pergunta:


- Então o que você quer?

Nesse ponto, você é obrigada a encarar ele com seriedade e dizer, com uma cara de pastel:


- EU NÃO SEI!

E era uma vez um príncipe. Ou um sapo. Mas principalmente, era uma vez uma chance.

Ou seja, minha amiguinha, em todas as situações, é melhor você saber o que quer. Nem que seja que você quer se dar uma oportunidade de descobrir o que você quer. Porque saber o que não quer é divagação. E saber o que quer é objetivo. 


terça-feira, 26 de março de 2013

Boa pra cachorro

Ter um cachorro é uma coisa muito boa. É uma companhia das melhores, é divertido, é afetuoso, é bonitinho, te obriga a sair de casa mesmo quando você gostaria de se enfiar numa deprê daquelas de nem ver a luz solar.

É algo de amor puro e simples, porque você sabe que vai ter que cuidar do bichinho, sair na chuva às 8h pra  ele fazer xixi, sabe que ele vai ficar doente e você vai deixar o dinheiro da sua viagem de férias na petshop, que vai deixar de viajar ou dormir na casa dum amigo por causa dele e que vai ter que ficar em casa na manhã de domingo pra dar banho nele.

O pior de tudo é que não é tipo um filho, que vai crescer e se virar um dia, porque na verdade no caso do cachorro, ele só vai precisar mais ainda de você quando envelhecer.

Apesar disso tudo, você tem e adora, e prefere ter ele a viajar nas férias, gosta de dormir em casa porque quando chegar vai ter uma criatura sempre pulando

(literalmente) 

de alegria. Ele vai ficar do seu lado, vai defender você se alguém tentar chegar muito perto, vai ser companheiro, amigo, engraçadinho e fofo, e você adora ter um cãozinho por tudo isso.

Se você está se perguntando porque raios eu estou falando sobre isso, já que o blog é sobre relacionamentos, vou explicar. Hoje vou contar um pouco sobre como ter um cachorro pode agravar problemas de encalhadez crônica. É claro que existe quem tenha tido a experiência contrária, conhecendo um cara igual ao Brad Pitt quando estava passeando com o cachorro.


Qual é a raça do seu?


O meu é um Lhasa Apso e o seu?


Labrador. Tem uma petshop ótima bem aqui perto, podíamos ir até lá comprar uns bifinhos com ômega 3 e uns petdrinks o que acha?


Bom, se você não teve essa experiência, já passou dos 30 e chama o cachorro de filho, a primeira coisa que um cara pensa quando te vê possivelmente é:


Meu Deus, solteira carente!!!

Claro, porém, que um cachorro não vai ser impedimento pra uma relação que realmente é bacana, e o fato de você ter um cachorro não vai fazer com que um cara realmente legal (até porque, no meu conceito, caras legais gostam de cachorro), e que realmente goste de você se afaste. Mas o dia a dia do namoro pode ser bastante afetado, e deve-se estar preparada para isso. 

Eu, por exemplo, tenho a Luli, a cachorra mais linda do mundo. 


Alguém me chamou??

Bem, a mais linda e mais metida também. E justamente por isso, é tão delicado manter um namoro com a presença da Luli na minha vida. Isso porque a Luli é uma cachorra pra quem gosta muito, muito de cachorro. 


Ora, mãe, você está doida. Quem é que poderia não gostar de mim?

Bom, eu de fato jamais poderia não gostar da Luli, mas, mesmo pra quem gosta de cachorro, existem momentos delicados. Por exemplo, quando ela resolve dar pulos de quase 2 metros e morder as mãos de toda visita que entra (claro que ela não faz distinções do tipo, esse é paquera, vou ficar na minha). 

E quando ela resolve que não gosta nada daquela pessoa no sofá dela e literalmente escala o pobre homem, subindo na cabeça dele, que leva o maior susto? E o fato dela ter uma mania de lamber atrás dos joelhos de TODO MUNDO, o que dá uma sensação horrível, além de um puta susto para um pobre paquera desavisado?



E você imagina a situação de preparar um jantar romântico e ter que ficar com um jornal enrolado na mão, a fim de evitar que a cachorra pule na comida do seu namorado?



E depois, naquela hora que vocês resolvem sentar na frente da TV pra ver um filme abraçadinhos, e a cachorra resolve fazer algo tipo isso:


Depois de seu namorado apaixonado (só pode né?) superar isso tudo, qual a surpresa quando vocês resolvem deitar e encontram nada mais, nada menos que essa cena:


Ah, eu adoro essa cama!!!

E quando você acorda, descobre que não está dormindo de conchinha com seu amor, simplesmente porque alguém tomou o lugar dele.


Nem vem que minha mãe é minha.

E quando você levanta e pensa em tomar um café da manhã romântico com o gatinho, mas então você se dá conta que, antes de fazer isso, tem uma missão lhe esperando.


To pronta pra passear, to pronta pra passear! Vamos na praia? Vamos, vamos, vamos!

É, vida de mãe de cachorra não é nada fácil. Nem vida de namorado de mãe de cachorra. Isso sem mencionar coisas como a cachorra vomitar todo o carro do seu namorado, subir na cara dele ( e na sua) logo no minuto que vocês abrem os olhos, fazer xixi na sala pra chamar a atenção e mil outras coisas.



Além disso tudo, você ainda passa por má, porque dizem os especialistas e os donos de cachorros com comportamentos normais que a culpa do cachorro ser doido é da dona, no caso, eu. 


Eu doida mãe? Como assim?

Pois é, enfim. Se arrumar namorado já tá difícil, arrumar namorado tendo cachorro tá quase impossível. Só com muito amor. Muita amor da dona por sua cachorrinha, e muito amor do namorado pela dona. E desse amor eu não abro mão. Nem de um, nem de outro. Eu sou a feliz dona da Luli, uma cachorra que pula na cara dos paqueras, ocupa a cama, corre atrás do rabo, e atrapalha jantares românticos. E gosto tanto, mas tanto de ser a dona da Luli, que estou feliz porque ele apareceu na minha vida. Assim, de repente, ele chegou, e agora está bem aqui, morando comigo e com a Luli, e aguentando nós duas. 


É, ele mesmo, o Peter. Hehe





segunda-feira, 25 de março de 2013

Da TV do vizinho

Estava eu escrevendo um conto, quieta, na minha, quando de repente o som insuportável de um programa de TV que acho ridículo entrou na minha inspiração. Este é o ônus da vida em sociedade – eu tenho um vizinho com problemas auditivos, e péssimos hábitos televisivos. Logo, ele ouve essa porcaria de programa todos os domingos, em um volume tão alto que dá vontade de se morder e arrancar os cabelos.




Sou então obrigada a ser uma expectadora contrariada dessa porcaria, porque tenho pena do senhorzinho. Ele é um vizinho legal, e não tem culpa de ter problemas de audição. Então finjo que nada é nada e faço uma meditação zen, repetindo um mantra por mil e uma vezes antes de começar a escrever: 


“Eu consigo me abstrair dessa televisão. Esta televisão não vai atrapalhar minha inspiração.”



Admito que quase nunca isso da certo, porque, sendo eu altamente dispersa, a televisão quase sempre acaba com minha produção textual do dia.

Nesse domingo, porém, estava concentrada no meu mantra e escrevendo um conto sobre uma história que conheço, relativa a um certo carnaval em Salvador, quando, de repente, não mais que de repente, a televisão entrou de vez no meu assunto.

E estranhamente, vejo agora que ela não acabou com minha inspiração – na verdade, ela fez nascer uma inspiração.

Bom, devo dizer, respeitando as pessoas que assistem o programa em questão, que não vou citar o nome porque sou uma fofa delicada, que eu, particularmente, mas aceitando o direito de outros não pensarem como eu, acho essa atração televisiva uma coisa abaixo da bunda do cavalo do bandido. 



Ou seja, um cocô, literalmente.


E as besteiras que me chegaram aos ouvidos agora a pouco, então, foram impossíveis de aguentar calada. Tratava-se de um quadro ridículo, no qual psicólogos ou especialistas em relações humanas, sei lá, pessoas comuns e atores


Peraí, atores?



(sim, atores) discutem e dão palpite na vida de pessoas que contam histórias de como foram cornas, largadas, abandonadas ou como são sacanas, filhas da p e pouco dignas de confiança. E sei lá porque, essas pessoas falam isso na televisão.

Se existe um pagamento pra se fazer um papelão desses, eu quero deixar claro para todos os produtores televisivos que eu estou aqui, com a mente fervilhando de criatividade, comunicativa, fotogênica e super disponível pra ganhar dinheiro pagando esse mico. Desde que seja muito dinheiro, claro.

Bom, voltando pelo milésima vez ao assunto que comecei lá em cima, me indignei primeiramente com a história duma criatura que pegou o marido, namorado ou coisa que o valha, com a melhor amiga. Bem, possivelmente com a melhor inimiga, nesse caso, mas ela só descobriu isso depois que a cornidão já estava efetivada.

Bom, a criatura contou sua infeliz história, e os outros ficaram palpitando. Mas o que mais me intrigou no primeiro momento foi que ela contou a história e conclui com o grande conselho:



- Então eu quero dizer pra vocês que se vocês tem um marido, não dá pra ter uma amiga muito perto.

Algo desse gênero. Você tem que considerar que eu estava apenas ouvindo a TV do vizinho, e algo pode ter me chegado com ruído, digamos assim. Eu estava chocada por ter acabado de ouvir que as relações humanas chegaram a tal ponto que você tem que escolher ter apenas uma. Se você quiser ter alguém pra cuidar de você na infância, vai ter que ter um pai OU uma mãe. Se tiver os dois, pode descobri-los dando de mamar a um bebê qualquer na rua enquanto você se esgoela chorando de cólicas.

Depois dessa brilhante observação, porém, a pessoa completou sua colocação com uma pergunta. Sim, porque esse é o objetivo das pessoas contarem suas frustrações na TV: pedir conselhos. Não podia ser pros amigos, ou numa terapia bem reservada, não. Tem que ser para o público em geral, um terapeuta que você nunca viu e, claro, atores.

A pergunta foi mais ou menos essa:

- Eu quero saber das mulheres aí se elas costumam apresentar os namorados às colegas de trabalho e amigas.



Bom, não consigo ver que utilidade saber isso poderia ter para os problemas afetivos da nossa amiga, e as respostas foram à altura da pergunta – trivialidades de quem não tem nada o que dizer. Mas para a minha admiração, quando a pouca importância do assunto estava quase deixando eu me concentrar de novo no meu texto, o psicólogo ou sei lá o que, que estava lá como profissional, disse algo mais ou menos assim:




- É preciso observar aí que antes de ter um marido que traiu e uma amiga “fura olho”, isso aconteceu porque você fechou os olhos para alguma coisa aí. Então não dá apenas pra ficar focada na amiga que fura o olho, mas ver que você fechou o olho.


Eu poderia ter respondido a isso com o fato lógico de que, se o olho estivesse fechado, ele não seria furado. Cada um que entenda isso como quiser.

Embora eu não seja nenhuma ingênua a ponto de pensar que uma traição não envolve culpa ou falha do traído, acho que dizer, com um tom um tanto quanto arrogante, em rede nacional, que a mulher que levou um chifre do marido e uma punhalada da melhor amiga é culpada por isso não é muito simpático. Se não é simpático, é menos ainda produtivo – terapia é um momento íntimo, e se o profissional, em nome de promoção, faz o papel de dar opiniões sobre questões que deveriam ser tratadas em consultório diante do grande público, ele tem pelo menos que preservar a pessoa que está ali. Afinal, ele nada sabe sobre a história de vida dela, as circunstâncias, os sentimentos, frustrações e problemas.

Poderíamos dizer que a pessoa que está se expondo não tem bom senso e tem mais que se danar, mas prefiro achar que se muitas pessoas não tem bom senso, um psicólogo deveria ter.

Mas a coisa não parou por aí, acreditem. Eu perdi um pedaço da história porque voltei a tentar me concentrar na escrita, mas quando me dei conta, estava ouvindo um cara com voz de babaca (não sei se a cara correspondia à voz) falar de mulheres que usam chapinha, saia curta, dançam até o chão e usam maquiagem terrivelmente forte. Bom, pegando assim no meio, achei que se tratava de algum conservador que estivesse criticando o comportamento dessas mulheres “horríveis”, mas então ele disse:



- A maquiagem é tão forte que quando você acorda de manhã nem reconhece a mulher...

Depois dessa, eu tive que prestar bem atenção. Até então, eu podia achar que ele odiava essas mulheres que se maquiam e usam chapinha, mas de repente ele disse que acorda com elas? Se acorda é porque dorme, então...

Comecei a não entender mais nada, mas o cara continuou.

- As vezes nem precisa amanhecer, na madrugada, no meio da noite, você já olha e pensa: “o que eu to fazendo com essa mulher”.

Bom só faltou ele ser mais específico, dizendo algo do tipo: “depois que você 'termina', pensa, quero que você caia fora, piriguete”.

Sim, porque foi isso que ele quis dizer. Eu juro! Pra completar, ele finalmente fez sua pergunta, que eu estava louca pra saber qual seria, e foi essa, acreditem:




- Eu quero saber se eu devo me conformar que eu gosto de piriguete, ou mudar, procurar uma mulher direita, pra casar...?

Eu não ouvi o resto, muito menos as respostas, porque resolvi que eu mesma ia responder. Bem didaticamente:




1 – Amigo, você não precisa se preocupar. Você não gosta de piriguete. Mesmo que ela não seja piriguete, mesmo que ela seja apenas uma mulher que segue moda e gosta de dançar, ainda assim você não gosta. Na verdade, você odeia;

2 – Existem profissionais especializadas que podem resolver o seu problema e ir embora antes da maquiagem se desfazer, sem transtornos, sem chateações, sem problemas de espécie alguma, diante de um justo pagamento por aguentar a sua chatice e, possivelmente, a sua inutilidade na cama;

3 – Não procure uma mulher para casar, pelo amor de Deus. Aliás, nunca, jamais se case. Se isso acontecer, vamos ter em breve mais uma nesse quadro patético falando sobre os chifres que levou do marido. Ou então, você vai voltar pra falar do fora que levou da sua mulher, quando essa coitada descobrir a besteira que fez;

4 – Vá tomar no seu... 




É, bem lá.


domingo, 24 de março de 2013

Curtas



Hoje eu vou escrever um texto curto. Juro. Também, não deve ser muito difícil, porque a história que eu vou contar foi assim um tanto quanto... Curta.

A conversa antes do primeiro beijo foi curta. Três frases, talvez seis. No começo, os beijos foram longos, mas logo ficaram breves, rápidos, curtos, é, curtos sim, sem dúvida.

Os diálogos nunca foram demorados. O tempo que passávamos juntos era curto. O assunto era curto, as saídas eram rápidas, o sexo foi de curta duração.

E o mais curto de tudo foi o sentimento. Um sentimento que nunca se aprofundou. Um sentimento que não chegou a ser sentimento porque não passou de sensação.

É isso. Textos curtos para histórias curtas, sentimentos curtos, curtos desejos, curtos espaços e curtos momentos. Bem raso. Nada de aprofundamento.